Os 5 melhores vídeos para você vencer, de uma vez por todas, a procrastinação!

Se o seu primeiro pensamento ao abrir esse texto é “Eu leio isso depois”, tenho certeza que esse texto é para você! Por favor, não deixe para lê-lo depois! Logo essa vontade vai passar, e tenho certeza que você não vai se arrepender.

Neste artigo, meu intuito é expandir a visão que 5 diferentes autores possuem sobre procrastinação, fornecendo conselhos práticos e funcionais que você pode utilizar no seu dia-a-dia. Não desperdice essa chance! Apenas me acompanhe e eu irei lhe mostrar como fugir desse fantasma chamado procrastinação.

 

Por que procrastinamos? – Com Tim Urban

Há aproximadamente 200 mil anos atrás, estima-se que os primeiros indivíduos do que chamamos hoje de humanos modernos – também conhecidos como Homo sapiens sapiens – apareceram. Esses foram os primeiros indivíduos a possuir um cérebro similar ao nosso. Em particular, esses indivíduos possuíam o chamado neocortex, o qual é a parte mais recente do nosso cérebro, sendo responsável principalmente por nosso comportamento racional e linguagem.

O desenvolvimento do neocortex foi um grande passo na nossa evolução, pois permitiu que o nosso conhecimento começasse a ser passado através das gerações. Entretanto, há 200 mil anos atrás, os problemas eram totalmente diferentes do que temos hoje em dia. Basicamente, os problemas de antigamente consistiam em procurar comida, não virar comida, procurar abrigo, ter filhos e se esquentar. Basicamente, todas as decisões que precisavam ser tomadas eram imediatistas, pois não adiantava você planejar 1, 2, 5 ou 30 anos à frente. Você não sabia se estaria vivo até lá.

Mas hoje em dia não é bem assim, não é mesmo? Hoje em dia, desde crianças, somos encorajados a pensar a frente, sempre planejando nossas carreiras e nossa aposentadoria. O grande problema é que nosso cérebro continua a funcionar no modo imediatista, sempre dando mais atenção ao agora, quando comparado ao futuro.

 

Cérebro Imediatista

Isso nos leva ao primeiro insight deste artigo: todos nós procrastinamos porque nosso cérebro está programado para ver nosso “eu” presente como alguém diferente do nosso “eu” futuro. De acordo com uma pesquisa feita por Hal Ersner-Herschel, professor na Universidade da Califórnia (UCLA), quando pessoas são encorajadas a pensar nelas mesmas dez anos à frente, sua atividade cerebral se aproxima de quando são instigadas a pensar em celebridades que sequer conhecem.

A solução para esse problema, portanto, é que aproximemos nosso “eu” presente do nosso “eu” futuro. Em sua apresentação, Tim Urban comenta a forma mais comum de fazermos isso: deixar tudo para em cima da hora. Quando estamos em cima do nosso prazo de entrega, a conexão entre nosso “eu” presente e futuro se torna tão óbvia, que não temos mais escolha a não ser fazer a tarefa proposta. Entretanto, isso nos deixa extremamente estressados e esgotados, não é mesmo?

Haveria, portanto, uma forma alternativa de fazermos essa conexão?

 

Aproxime seu “eu” futuro do seu “eu” presente – Com Christian Barbosa

Quando estamos procrastinando, basicamente duas coisas estão acontecendo no nosso cérebro: 1) Nosso neocortex está nos alertando do que é correto ser feito, e do que faz mais sentido de acordo com o que planejamos para o futuro; 2) Nosso sistema límbico (o qual controla nossas emoções) está dizendo para que fujamos da dor e procuremos por algo que nos dê prazer imediatamente.

Perceba, portanto, que existe uma luta entre o que pensamos ser certo fazer, e o que sentimos que devemos fazer, e geralmente agimos de maneira a suplantar aquilo que estamos sentindo. Um exemplo clássico onde isso também acontece é quando falamos de dietas. Enquanto que pensamos e sabemos o que é melhor para nós, nós agimos conforme o que estamos sentindo, e acabamos comendo além do necessário.

 

Por que fazemos o que fazemos?

Dessa forma, uma outra forma de conectar seu “eu” presente como seu “eu” futuro é alterando a maneira com que você se sente com relação a tarefa no momento presente. Isso pode ser feito através do “por que” você está fazendo essa tarefa.

Por exemplo, se você está procrastinando a leitura de um livro, a pergunta ficaria: por que você quer ler esse livro? A resposta, eu imagino, seria para seu próprio desenvolvimento pessoal, talvez aumentando sua fluência em um idioma estrangeiro, ou talvez seus conhecimentos em uma área particular. Se esse for o caso, feche os olhos e imagine agora como se sentiria caso isso acontecesse. Além disso, imagine como você se sentiria essa mesma noite, após ter lido apenas algumas páginas do livro. Orgulhoso? Motivado? Inteligente? Quando trazemos esses sentimentos para o agora, ou para o daqui a pouco, nos sentimos muito mais compelidos a progredir, e com isso deixamos de procrastinar.

Mas nada disso pode ser feito, se primeiro não reconhecemos que estamos procrastinando, concorda comigo?

 

Reconhecendo que estamos procrastinando – Com Cris Franklin

A progressão natural em um dia de procrastinação ocorre mais ou menos assim:

No início: “Eu vou comer alguma coisa, e em seguida eu começo”

Meia hora mais tarde: “Eu estou apenas lendo alguns artigos sobre outros tópicos do meu interesse”

Uma hora mais tarde: “Eu estou apenas assistindo a alguns clipes para descontrair a cabeça”

Três horas mais tarde: “Hahahaha, esse vídeo do “Porta dos Fundos” é genial! ”

Cinco horas mais tarde: “Ah, melhor deixa, amanhã eu faço isso”.

Obviamente você está procrastinando! Em que mundo permanecer assistindo vídeos aleatórios na internet seria a sua prioridade? Entretanto, na maior parte das vezes, não é assim tão fácil reconhecer que estamos errando, e é ainda mais difícil reconhecermos que poderíamos fazer melhor. Isso requer um esforço, o que é difícil de fazer quando estamos sendo guiados apenas por nossas emoções. Nosso sistema límbico sempre busca fazer o que é mais fácil e mais divertido, sendo que lutar contra isso pode, muitas vezes, ser considerada uma batalha perdida.

Mas por que ao invés de lutarmos contra isso, não utilizamos esse conhecimento a nosso favor? Se sempre queremos fazer aquilo que é fácil, por que então não facilitamos a realização da nossa tarefa?

 

Repartindo suas Tarefas

Se pararmos para pensar sobre as tarefas que geralmente procrastinamos, concluímos que essas tarefas não são necessariamente simples de serem feitas. Em contrapartida, sempre podemos dividir essa tarefa em diversas mini tarefas, que parecem muito mais simples. Por exemplo, se precisamos ler um livro de 300 páginas, você pode começar lendo apenas duas páginas hoje, não pode? Se você precisa organizar a mesa do seu escritório, você pode começar colocando no lugar apenas 2 ou 3 itens hoje, não pode?

Portanto, muitas vezes o segredo para combater a procrastinação é apenas dividir seu grande projeto em pequenas tarefas, de forma que elas pareçam super fáceis de serem feitas. Você pode pensar que não progredirá muito no seu livro se ler apenas duas páginas, mas a realidade é que ao finalizar essa mini tarefa, você se sentirá diferente, com outra motivação, e tenderá a ler até mais do que apenas duas páginas. A parte mais difícil, muitas vezes, é começar.

Mas vamos supor que você separou essa tarefa em diversas mini tarefas, e não adiantou. Você ainda não se sente motivado, e seu projeto não anda há dias. O que mais pode ser feito?

 

Como acabar com a procrastinação – Com André Lima

Quando não conseguimos de forma alguma nos sentir motivados para fazer alguma tarefa, duas coisas podem estar acontecendo:

  • A tarefa não está alinhada com suas metas ou valores, e não deveria ser feita de forma alguma;
  • A tarefa está alinhada com suas metas e valores, mas você ainda não identificou e combateu a causa da sua procrastinação.

No primeiro caso, sugiro fortemente que você elimine essa tarefa, ou ao menos delegue para que outra pessoa faça no seu lugar. Entretanto, no segundo caso precisamos ir mais a fundo e descobrir quais são as razões que, mesmo inconscientemente, fazem com que você não tome uma atitude.

 

Emotional Freedom Technique (EFT)

A técnica que eu gostaria de trazer nesse artigo se chama Emotional Freedom Technique (EFT), ou em português Técnica de Libertação Emocional. Como meu conhecimento sobre a técnica é limitado, não tentarei explicar o “como” ou o “porque” de ela funcionar. Peço apenas que você assista o vídeo acima, e veja por si só se a técnica funciona bem para você.

Mas o ponto que eu acho muito interessante dessa técnica é a descoberta das razões emocionais que nos fazem procrastinar. Essas razões podem ser divididas em 5 categorias principais:

  • O que você tem medo: medo de que nada dê certo, ou que ninguém goste do seu produto, ou que as pessoas te vejam como despreparado, ou medo de fazer algo errado.
  • O que você não sabe: não saber começar, ou não saber o que fazer, ou não saber onde procurar informações, ou não saber o que te espera logo a frente.
  • O que você sente: sentir-se desconfortável, sobrecarregado, sozinho, frustrado, culpado, machucado.
  • O que você acredita: acreditar que não consegue mudar, que você é uma pessoa distraída ou atrapalhada, que nada vai dar certo, mesmo que você tente, que para você ganhar, alguém precisa perder.
  • Como você se comporta: falar mas não fazer, ou começar mas nunca terminar, ou saber mas não agir.

(As cinco categorias foram retiradas do blog da Jory Fisher, podendo ser encontrado neste artigo).

Após descobrir quais os motivos pelos quais você está procrastinando, procure botar para fora, e colocar em palavras o que você está sentindo. Muitas vezes, através do ato de falarmos e escutarmos o que estamos sentindo, conseguimos discernir quais são as histórias que estão passando na nossa cabeça, e o porquê de elas não fazerem sentido algum.

 

Procrastinação Produtiva – Com Chico Montenegro

Por último, eu gostaria de comentar um pouco sobre duas diferentes ideias sobre o que chamamos de procrastinação produtiva. Isso mesmo! Você não leu errado. Enquanto que existem autores que discutem como podemos deixar de procrastinar, outros autores procuram fazer com que nosso tempo de procrastinação seja o mais produtivo possível.

 

A Arte da Procrastinação

A primeira grande ideia, a qual foi colocada no vídeo do Chico Montenegro, é proveniente do livro “A arte da procrastinação”, de John Perry. Segundo o autor, todos nós adiamos tarefas que deveríamos estar fazendo, mas o problema não está nesse adiamento de tarefas. Na realidade, o problema está em quais tarefas colocamos no lugar daquilo que deveríamos estar fazendo.

Para exemplificar, vamos dizer que você está enrolando para ligar para um cliente potencial, sendo que ao invés de fazer isso você permanece navegando na internet e verificando suas redes sociais. Obviamente, essa troca de tarefas não é muito produtiva, e pode ser evitada. Entretanto, se você trocar essa ligação para um cliente, pela organização da sua mesa, ou pela análise dos seus últimos relatórios financeiros, essa troca poderia ser considerada como produtiva, e pode ser feita sem problemas.

 

Procrastine de Propósito

A segunda grande ideia é defendida pelo autor Rory Vaden, no livro “Procrastinate on Purpose” (Procrastine de Propósito). A ideia do autor é que sempre possuímos mais tarefas para serem feitas em um dia, do que realmente nosso tempo e energia comportam. Dessa forma, estamos constantemente procrastinando algumas tarefas, o que, segundo Vaden, não é prejudicial. Ao procrastinarmos algumas tarefas, estamos apenas priorizando aquelas tarefas que podem nos trazer maior impacto.

Dessa forma, o melhor jeito de sermos produtivos é priorizando uma tarefa para ser feita agora, e permanecer procrastinando todas as demais até que chegue a hora de elas serem feitas, ou possamos eliminar ou delegar essas tarefas.

Na minha opinião, ambas as opiniões são muito válidas, e podem ser utilizadas para aumentar sua produtividade. Enquanto que podemos utilizar as ideias de Perry nos dias que já estamos cansados, e precisamos de um tempo para nossa cabeça, podemos utilizar as ideias de Vaden para que tenhamos a permissão emocional de focarmos em algumas tarefas em detrimento de outras.

 

Considerações Finais

Todas as técnicas colocadas nesse artigo precisam de mais do que apenas um dia para serem dominadas. Todas precisam de tempo, prática e comprometimento para serem utilizadas com eficiência. Ainda assim, não tenha medo, escolha uma, e utilize-a com sabedoria!

 

Sobre os autores

Tim Urban é o fundador do blog “Wait but Why”, onde busca ilustrar temas como procrastinação e inteligência artificial de maneira divertida e descontraída.

Christian Barbosa é o fundador dos blogs “Produtividade Pessoal” e “Mais Tempo”, e da empresa TriadPS, a qual presta serviços de consultoria especializada em produtividade e colaboração.

Chris Franklin é empreendedora digital a mais de 10 anos, e trabalha com geração de prospectos e vendas online.

André Lima é fundador do programa “Mente Próspera”, e trabalha com desenvolvimento pessoal e profissional através da Técnica de Libertação Emocional (EFT).

Chico Montenegro é fundador do site “Olhe Fora da Caixa”, onde fala sobre desenvolvimento pessoal, autoconhecimento, empreendedorismo e negócios digitais.

 

 

About Leonardo Puchetti Polak

Especialista em Produtividade Pessoal, apaixonado por alta performance, tecnologia e neurociência.

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