A Montanha Russa do Empreendedorismo: como lidar com seus altos e baixos emocionais

Montanha Russa do Empreendedorismo - Altos e baixos emocionais

Desde a revolução industrial no século XVIII, máquinas e robôs começaram a dominar diversos processos industriais que antes eram feitos por pessoas. Os motivos para isso acontecer são óbvios, já que máquinas podem trabalhar 24 horas por dia, não erram tanto quanto as pessoas, e possuem menores custos por hora de trabalho.

Depois disso, no início revolução tecnológica (a qual ainda estamos vivendo), o advento dos computadores trouxe ainda mais um passo na cadeia de produtividade, pois além máquinas que podiam fazer nosso trabalho, agora existem aparelhos que podem fazer diversas tarefas “ao mesmo tempo”.

São incríveis os ganhos provenientes do uso dessas máquinas, mas o que eu acho ainda mais incrível é o impacto que elas possuem na forma com que muitas pessoas trabalham.

Mesmo que imperceptivelmente, a capacidade que nossos computadores e smartphones possuem de trabalhar 24 horas por dia, e trabalhar em diversas tarefas simultaneamente, também nos compelem a tentar fazer o mesmo. Dessa forma, não são raras as pessoas que buscam “multitarefar”, ou que buscam estar 24 horas por dia alertas sobre as requisições de seus clientes, lendo todos os e-mails assim que chegam, e fazendo horas extras todas as madrugadas.

No artigo “Dormindo pouco? Como a privação do sono reduz sua produtividade” eu alertei sobre os riscos e malefícios que abdicar de algumas horinhas de sono possui sobre a nossa produtividade. Entretanto, neste artigo focaremos muito mais nos altos e baixos emocionais que acontecem principalmente quando estamos trabalhando demais.

 

A Montanha Russa do Empreendedorismo

Durante nossa vida como empreendedores, passamos por diferentes momentos, ou diferentes fases. Em alguns momentos, estamos completamente engajados com nosso trabalho, motivados a trabalhar sem interrupções nos nossos projetos, andando a passos largos até atingir nossos objetivos. Quando estamos assim, conseguimos facilmente trabalhar por 12 ou até 16 horas por dia, principalmente quando temos uma data limite para entregar nossos projetos.

Em contrapartida, existem momentos que nossa motivação parece se esgotar, e deixamos de sentir vontade de trabalhar. Nossos hábitos produtivos começam a se deteriorar, deixamos de sentir que estamos progredindo nos nossos projetos, e nos sentimos culpados por reduzir o ritmo. Nesses momentos, apenas queremos chegar em casa e ficar assistindo televisão, ligar o Netflix e comer algo pré-cozido, para nem mesmo precisarmos cozinhar.

Esses altos e baixos emocionais fazem parte da vida de qualquer pessoa, e saber reconhecer que eles acontecem é o primeiro passo para não prejudicar seu desempenho a longo prazo. Ainda assim, por experiência própria, eu sei que a resposta da maior parte das pessoas nessa situação é apenas o “vamos apenas continuar trabalhando que isso logo passa”. Isso para continuar por longas semanas, ou até mesmo longos anos, sem sequer um dia realmente produtivo.

 

Está se sentindo para baixo? Comece identificando o motivo!

Embora muitas vezes não percebamos, todas as nossas emoções, sejam elas negativas ou positivas, possuem um significado, e estão constantemente tentando comunicar ao nosso consciente uma necessidade do nosso corpo.

Dessa forma, sempre que estamos desanimados, ou apenas nos sentindo para baixo, precisamos primeiramente observar esse processo e identificar o porquê de estarmos nos sentindo dessa forma. Dependendo do motivo pelos quais estamos assim, diferentes atitudes precisam ser tomadas.

Por exemplo, existem três linhas de pensamentos mais comuns que passam por nossa cabeça quando estamos esgotados com nosso trabalho. São elas:

 

  • Eu não consigo mais fazer isso! Eu não aguento mais!

A primeira categoria dita um esgotamento físico e mental, onde precisamos desesperadamente de um descanso. Esse é talvez o tipo de esgotamento mais comum, e requer ação imediata.

A solução para esse tipo de problema é simplesmente manter um cronograma mais realista com relação ao tempo e energia que você possui. Atenção para esse último ponto. Muitas vezes, ao fazermos nosso cronograma, apenas pensamos sobre a nossa disponibilidade de tempo. Se temos um tempo livre na agenda, podemos ocupá-lo com uma nova tarefa. Entretanto, não podemos pensar apenas no nosso tempo, já que nossa energia também é necessária para nossa produtividade.

Dessa forma, considere o quão esgotado você está ou estará fisicamente antes de agendar suas tarefas.

 

  • Eu odeio esse trabalho! Por que eu até mesmo comecei?

A segunda categoria de esgotamento é puramente mental, e acontece quando começamos a enxergar nosso trabalho como um fardo, e não como uma oportunidade. O normal para maior parte das pessoas é apenas continuar trabalhando e descontar suas frustrações em pessoas próximas, podendo ser extremamente prejudicial para a saúde dos seus relacionamentos.

A solução para esse tipo de problema é reavaliar as suas motivações para querer trabalhar. Na maior parte dos casos, restabelecer a conexão entre o seu trabalho e o seu propósito de vida faz com que você recupere sua energia, e consiga voltar a trabalhar.

 

  • Eu estou desperdiçando meu tempo. Mesmo que eu me esforce muito, isso nunca vai funcionar!

A terceira e última categoria de esgotamento pode ser física ou mental, e ocorre quando deixamos de acreditar no produto ou serviço que estamos vendendo. Geralmente, ao nos sentirmos assim, começamos naturalmente a fazer o mínimo possível para manter o negócio funcionando, e, como consequências, acabamos por perder boas oportunidades de vendas.

Nesses casos, é interessante perceber que duas coisas podem estar acontecendo. Talvez, você esteja se auto sabotando, e precisa apenas de paciência até que seu negócio deslanche e entre em uma fase de crescimento mais acelerado. Em contrapartida, talvez as estratégias que você está utilizando não estejam funcionando mesmo, e, nesse caso, você precisará de bons conselheiros ou consultores para te mostrar caminhos diferentes que podem funcionar melhor.

Independentemente do motivo pelo qual você se sente esgotado, é importante lembrar que a pior coisa que pode acontecer é você desistir completamente do seu negócio. Portanto, eu sugiro que dê um passo atrás e se comunique com seus sentimentos. Procure entender o que eles estão comunicando, para que assim você possa tomar atitudes mais acertadas a frente.

 

Não seja tão duro consigo mesmo

Após entender melhor o porquê de estar se sentindo tão para baixo, é importante que sejamos realistas com o que está realmente acontecendo.

De maneira geral, começamos a nos sentir para baixo após finalizar um grande projeto, ou atingir um grande resultado, o qual estávamos trabalhando a meses. Após a finalização de projetos, é comum que fiquemos um tanto perdidos quanto ao que devemos fazer em seguida, ou qual o novo grande projeto que entraremos. Nesse tempo entre projetos, é muito comum que hajam dias ou até semanas improdutivas, e é justamente nesses dias que nosso autojulgamento desperta e começamos a nos culpar por estarmos procrastinando.

Minha dica nesses casos é para que não seja tão duro consigo mesmo. Todos nós passamos por esses períodos “improdutivos”, até mesmo eu, Leonardo, como consultor de produtividade. O que eu aconselho é que deixe de observar seu dia isoladamente, e busque julgar o quão produtivo foi o seu mês por exemplo. Se seu mês está sendo produtivo, não existe motivo algum para você se sentir culpado por um dia ou uma semana improdutiva.

O único adendo que eu faria a isso, é para que tenha cuidado para não perder seus hábitos pessoais produtivos, pois esses sim podem demorar muito tempo para recuperar.

 

A Queda dos Hábitos pessoais

Quando começamos a nos sentir esgotados, a resposta natural de muitas pessoas é começar a perder bons hábitos produtivos. Isso acontece por um processo inconsciente de auto sabotagem, onde não nos consideramos merecedores de manter bons hábitos nos dias que não trabalhamos direito. Em outras palavras, se você não fez nada direito hoje, você julga que não merece as “recompensas” provenientes da conclusão dos seus bons hábitos.

Particularmente, eu consigo observar com certa facilidade a influência que esses períodos de desanimo possuem sobre os meus hábitos pessoais. Por exemplo, eu consigo perceber que todas as vezes que começo a entrar em uma fase de desanimo, meu consumo de doces tende a aumentar, começo a naturalmente alterar o horário que vou dormir (começo a dormir menos) e por último não me sinto compelido a me exercitar. A queda desses três hábitos me leva a períodos ainda maiores de desanimo e esgotamento, e é justamente por isso que eles são fundamentais para que eu volte a trabalhar de maneira produtiva.

Dessa forma, sempre que estiver desmotivado com seu trabalho, volte sua atenção primeiramente para seus hábitos pessoais. Assim que sua alimentação estiver certa, seus horários de dormir e acordar em ordem, e sua série de exercícios em dia, tenho certeza que seu trabalho também voltará a dar bons frutos em breve.

 

Acima de tudo, lembre-se que você é um ser humano valioso!

Como última lição nesse artigo, eu gostaria de lembrar a todos que independentemente de com que você trabalha, ou que você faz, você é um ser humano que traz valor ao mundo, e é justamente assim que construímos uma sociedade melhor.

Por isso, sempre que estiver tendo um dia improdutivo, e estiver desanimado, reflita sobre o valor que você já trouxe para a vida de diversas outras pessoas, e sobre o valor que ainda pode trazer para muitas mais. Utilize essa vontade como a força motivadora para fazer do amanhã um mundo melhor!

“Tente não se tornar um homem de sucesso, mas sim tente tornar-se um homem de valor” Albert Einstein

About Leonardo Puchetti Polak

Especialista em Produtividade Pessoal, apaixonado por alta performance, tecnologia e neurociência.

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