Momentum: o princípio chave para consolidação de hábitos

Alguma vez você já se perguntou por que é tão difícil criar e consolidar bons hábitos? Não importa se você está querendo manter uma nova dieta, ter uma rotina de exercícios, meditar todos os dias ou até mesmo estar sempre planejando seus dias. Independente de qual hábito você escolha, se você está tendo dificuldades em criar e manter hábitos, você provavelmente precisa:

  1. Compreender os princípios básicos de como criar e manter novos hábitos (explicados neste artigo);
  2. Compreender porque é mais fácil transformar hábitos já existentes, e não tentar criá-los do zero (explicado neste artigo);
  3. Parar de se auto sabotar e criar momentum.

 

Você está se auto sabotando? Os três maiores destruidores de hábitos

Abaixo você pode encontrar as três maiores maneiras pelas quais nós acabamos auto sabotando nossos hábitos, e em consequência voltamos aos nossos antigos padrões.

 

1. Manutenção de crenças limitantes

Em seu livro “O Poder do Hábito”, Charles Duhigg descreve a grande importância que nossas crenças possuem na consolidação dos nossos hábitos. A falta de uma crença eficiente, ou a manutenção de uma crença limitante, podem fazer com que deixemos hábitos importantes de lado, ou que fiquemos frustrados ou desapontados.

Por exemplo, imagine que você está tentando desenvolver o hábito de acordar mais cedo e manter um rito matinal mais próspero. Você já está a duas semanas acordando cedo, e está animado com seu progresso. Entretanto, no início da terceira semana, um dia você acorda antes do seu despertador, e se sente bem, mas percebe que ainda faltam 12 minutos para que ele desperte. Você se vira na cama e resolve “aproveitar” esses poucos minutos que restam para mais uma sonequinha.

O despertador toca e você se sente exausto. É possível que esses 12 minutos não tenham lhe ajudado? Você questiona se deve se levantar ou aproveitar para finalizar seu cochilo até a hora de ir trabalhar. Você conclui que precisa dormir mais, se vira na cama, e se convence de que deixar seu hábito de lado um dia após duas semanas não fará mal. Isso para perceber seu hábito se desfazendo nos dias seguintes.

 

No que você acredita?

Se pararmos para analisar o porquê dessa situação ter ocorrido, conseguimos encontrar duas causas prováveis. Em primeiro lugar, parece existir aqui uma crença de que dormir mais, mesmo que por um período curto, será sempre prazeroso e recompensador. Mas quantas vezes você voltou a dormir após você ter acordado sem despertador, e isso fez com que você se sentisse bem-disposto? Uma? Duas? Nenhuma? Pois é, se você for parar para analisar quantas vezes isso já aconteceu, provavelmente perceberá que a crença de permanecer na cama o máximo tempo possível não possui muito fundamento.

Da mesma forma, nessa mesma situação parece não existir a crença de que esses mesmos 12 minutos poderiam ser melhor aproveitados no seu rito matinal. Aqui, parece faltar a crença de que levantar 12 minutos mais cedo pode ser mais prazeroso que dormir esse mesmo tempo.

Essa combinação de crenças, embora você possa não perceber, faz com que você permaneça sabotando seus próprios hábitos, fazendo com que desenvolvê-los pareça mais difícil do que realmente é.

Quer saber mais? Então leia   Agregação de Ganhos Marginais: O Poder Extraordinário de Melhorar 1% a Cada Dia

 

2. Pensar demais

Seguindo a mesma linha de raciocínio do exemplo anterior, você provavelmente consegue perceber que um dos erros cometidos foi parar para pensar sobre o que deveria ser feito com aqueles 12 minutos extras.

Não me entenda mal, eu defendo que é importante estarmos constantemente saindo do piloto automático, e refletindo sobre a melhor maneira de utilizarmos nosso tempo. Entretanto, depois de duas semanas acordando cedo, é de se esperar que você já tivesse desenvolvido o instinto natural de se levantar e iniciar seu rito matinal todos os dias. Dessa forma, a decisão já estava tomada, mas você hesitou e como consequência desenvolveu o comportamento que era mais prazeroso para o momento presente, deixando de lado o futuro.

Esse momento rápido, em que você hesita antes de desenvolver um hábito e acaba mudando de ideia é uma das formas de auto sabotagem mais comuns, já que nossa cabeça sempre buscará aquilo que é mais prazeroso para o agora, sem pensar nas consequências futuras.

Dessa forma, o mais correto nessa situação seria se questionar depois de desenvolver o hábito. Se você desenvolve todo seu rito matinal, mas no caminho para o serviço reflete que esse hábito não está sendo benéfico para você, aí sim é a hora de mudar seu comportamento e talvez ficar na cama por mais alguns minutos. Ainda assim, você provavelmente perceberá que depois de desenvolver o hábito, você dificilmente se arrependerá e não irá modificá-lo.

 

3. Ambiente hostil

O terceiro e último grande motivo pelo qual não damos continuidade aos nossos hábitos está relacionado ao ambiente que vivemos. É engraçado perceber como muitas pessoas desconsideram a influência que o ambiente e as outras pessoas possuem sobre seus hábitos. Quando queremos criar um novo hábito, apenas buscamos mudar os nossos comportamentos, mas não percebemos que, na maior parte das vezes, ele está sendo disparado por forças alheias a nossa cabeça.

Por exemplo, no ano passado, enquanto eu ainda trabalhava fora de casa, eu possuía o hábito de comer sempre que chegava em casa. Era impressionante como eu sempre sentia fome ao voltar para casa. Não fazia diferença se eu chegava às 15h, 17h ou 19h, pois meu corpo via no meu lar as pistas necessárias para procurar comida.

Embora nem sempre tenhamos consciência desse vínculo, o ambiente que vivemos possui diversos estímulos e gatilhos, que guiam nossos hábitos e comportamentos sempre de uma mesma maneira. Durante a primeira temporada da série Breakthrough, o autor e coach Tony Robbins defende sete passos para que tenhamos uma mudança radical nas nossas vidas, e o primeiro deles é a mudança de ambiente. Segundo Robbins, essa mudança fornece a chance de encararmos nossos problemas de uma forma diferente, fora do viés que estamos atualmente condicionados.

 

Você é a média das cinco pessoas com quem passa mais tempo.

De maneira similar, as pessoas com quem convivemos também possuem uma grande influência no nosso comportamento.

De acordo com Jim Rohn:

Você é a média das cinco pessoas com quem passa mais tempo.

Portanto, se você convive com cinco pessoas inteligentes, você será a sexta. Se você convive com cinco pessoas confiantes, você será a sexta. Se você convive com cinco pessoas produtivas, você será a sexta. Agora, se você convive com cinco pessoas que possuem péssimos hábitos, e que não estão dispostas a mudar, então você também não terá muita escolha.

Quer saber mais? Então leia   Criando Hábitos Produtivos: O Guia Fundamental para Desenvolver uma Rotina Produtiva

Jamais subestime a importância que seus familiares e amigos possuem sobre os seus hábitos. Se você quer mudar de vida, procure conviver ao máximo com pessoas que já possuem o que você quer, ou que estão no caminho para fazer isso acontecer.

Obviamente, você não terá acesso a encontrar pessoalmente com muitas dessas pessoas, ainda assim, existem outras formas de você alterar o círculo de pessoas com quem mais convive. Você pode, por exemplo, aumentar o número de livros que você lê por ano, ou alterar quais são os blogs e canais no youtube que você assina, ou ir atrás de outros meios para seguir grandes pensadores.

 

O que esses três destruidores têm em comum?

Se você fosse parar para analisar, o que você acha que esses três destruidores de hábitos possuem em comum? O que exatamente eles estão destruindo, de forma que nossos hábitos não se consolidam?

Provavelmente os três possuem diversos pontos em comum, mas penso que a resposta mais adequada seria que os três estão destruindo seu momentum. Em finanças, o termo momentum descreve a “tendência empiricamente observada de que ativos que estão aumentando seus preços, também tendem a continuar aumentando, e ativos onde os preços estão sendo reduzidos, também tendem a se manter diminuindo”.

 

Momentum: A chave da consolidação de hábitos

Se formos trazer o mesmo raciocínio para criação e consolidação de hábitos, podemos falar que a quanto mais tempo um hábito está sendo mantido, maiores são as chances de ele continuar a existir. Da mesma forma, hábitos que não estamos fazendo, ou que deixamos de fazer, mesmo que apenas um dia, tendem a deixar de existir.

Em outras palavras, tendemos a sempre manter os comportamentos que desenvolvemos nos dias anteriores. Se você está desenvolvendo um hábito a duas semanas, seu corpo naturalmente começa a repetir esse mesmo comportamento nos próximos dias, aumentando seu momentum.

Em contrapartida, se você deixa de realizar esse hábito por um dia que seja, seu momentum se inverte e começa a cair, sendo que nossa cabeça naturalmente começa a criar desculpas para deixar esse hábito de lado.

Momentum, portanto, é a chave para a consolidação de hábitos, já que é ele a força que nos guia a continuar desenvolvendo determinado hábito mesmo nos dias que estamos sem vontade. Momentum é uma força poderosa, mas que deve ser utilizada com sabedoria, pois da mesma forma que a consolidação de bons hábitos se baseia nela, maus hábitos também criam momentum e tendem a nos prejudicar mais cedo ou mais tarde.

 

Consolide seus hábitos

Para a consolidação adequada de hábitos, não permita que sua mente, seu corpo ou seu ambiente quebrem seu momentum. Tenho certeza que ao evitar as três armadilhas comentadas nesse artigo, você encontrará mais facilidade para manter seus hábitos e com isso dará os primeiros passos para uma vida mais próspera!

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About Leonardo Puchetti Polak

Especialista em Produtividade Pessoal, apaixonado por alta performance, tecnologia e neurociência.

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