Como Melhorar o Foco: O Guia Definitivo para Dar Atenção ao que Realmente Importa

Como Melhorar o Foco e Atenção

Alguma vez você já se distraiu e não foi capaz de prestar atenção em algo importante? Bem-vindo ao grupo!

Seja a depressão de um colega de trabalho, o novo corte de cabelo da sua esposa, o prazo de entrega de um projeto, ou ainda um e-mail de um cliente que se perdeu na caixa de entrada, todos nós já passamos por situações em que deixamos de perceber o que deveria ser evidente.

Muitas vezes, essa incapacidade de focar no que realmente importa cobra um preço extremamente caro, sendo crucial, portanto, aprendermos como nosso foco funciona, e como podemos melhorá-lo.

Para sua sorte, esse é justamente o intuito deste artigo. Hoje, discutiremos as melhores ideias a respeito de como melhorar o foco, e entenderemos a ciência de como nossa mente direciona nossa atenção. Portanto, independentemente do motivo pelo qual você deseja melhorar o seu foco, este artigo contém tudo o que você precisa saber.

Se preferir, você pode clicar nos links abaixo para ir direto a uma seção particular do artigo que te interessa, ou pode simplesmente continuar a leitura para ver o artigo completo.

I. O Que É Foco?

Foco e Concentração – Qual a Diferença?

Bom, antes mesmo de começarmos a discutir como o nosso foco funciona, é importante diferenciarmos aqui dois termos que muitas vezes são utilizados indistintamente, como se tivessem o mesmo significado, mesmo que não possuam. Dessa forma, vamos começar falando da diferença entre foco e concentração.

Por acaso você sabia que o cérebro humano trabalha utilizando apenas um terço da energia gasta por uma lâmpada de geladeira? Pois é, os recursos energéticos disponíveis ao cérebro são muito escassos. Isso significa que mesmo sendo um dos órgãos que mais consome energia no nosso corpo, o cérebro não possui energia suficiente para processar e armazenar todas as informações que acontecem a nossa volta.

Para entender melhor como isso funciona, pense em uma mágica que você já assistiu. O mágico conseguiu te surpreender? Você conseguiu descobrir como ele fez a mágica?

Basicamente, para que uma mágica ocorra, seu cérebro necessariamente precisa estar prestando atenção em algumas ações, enquanto deixa passar despercebida algumas outras, e isso é justamente o que chamamos de “foco”.

Em outras palavras, foco é a tendência natural e inata que nosso cérebro possui de dar atenção para algumas coisas, em detrimento de outras. Enquanto você foca no que o mágico está dizendo, a assistente sai pelo alçapão. Enquanto você tenta resolver esse mistério, ela já aparece no fundo do palco.

Certo, mas se isso é foco, então o que é concentração?

Concentração é a habilidade de manter intensivamente o seu foco em apenas um estímulo por longos períodos de tempo. Dessa forma, quanto mais intenso for o seu foco, e por mais tempo você se mantiver assim, então podemos dizer que maior a sua concentração.

(Caso esteja interessado em melhorar sua concentração, recomendo a leitura do artigo “Concentração: O Guia Simples para Intensificar a Sua Performance Mental”).

Como o Cérebro Decide Onde Focar?

No final dos anos 80, um grupo de psicólogos contratados pela empresa Klein Associates começou a analisar por que algumas pessoas são tão boas em focar nas tarefas certas, enquanto outras acabam dispersando seu foco em tarefas pouco produtivas.

O objetivo principal da equipe era aprender se podiam treinar as pessoas para prestarem mais atenção nas tarefas corretas. Assim, começaram entrevistando profissionais das mais diversas áreas, como: bombeiros, comandantes militares, equipes de resgate a emergências, médicos e enfermeiros e diversos outros profissionais.

Dentre eles, havia uma enfermeira chamada Darlene, que trabalhava em uma Unidade de Cuidado Intensivo Neonatal (UCIN). As UCINs são unidades especiais dentro dos hospitais, que se destinam a cuidar de bebês que nasceram prematuramente, ou que sofreram algum tipo de lesão pequena durante o nascimento.

Trabalhar em uma UCIN é uma atividade particularmente difícil, já que nem sempre é fácil detectar se um bebê está doente ou saudável. Recém-nascidos que estavam saudáveis há uma hora atrás podem estar adoecendo agora, e outros que pareciam doentes, inesperadamente já podem estar se recuperando.

Dessa forma, as enfermeiras precisam estar constantemente decidindo onde focar a sua atenção. Quem está com mais problema, o bebê choramingando ou aquele que está quieto? Aquele com novos resultados do laboratório, ou aquele cujos pais estão falando que algo está errado?

Para Darlene, essas tarefas não pareciam assim tão complicadas. Isso porque ela conseguia predizer o declínio ou recuperação de um recém-nascido baseando-se em apenas alguns poucos sinais de alerta, que para a maior parte das pessoas passavam despercebidos.

Ao observar as atitudes de Darlene em relação as crianças, os pesquisadores procuraram saber mais sobre o que ela tinha a lhes dizer.

 

A Entrevista de Darlene

Durante a sua entrevista, Darlene relatou um caso que havia acontecido anos antes. Ela estava passando por um incubadora e acabou olhando para o bebê que estava dentro dela.

Todas as máquinas que acompanhavam os sinais vitais da criança estavam dentro do limite, e a outra enfermeira que observava a criança não se mostrava preocupada.

Contudo, Darlene notou que o umbigo do bebê estava um pouco distendido, e que sua pele estava um pouco manchada ao invés de uniformemente rosada. O band-aid preso ao seu calcanhar também mostrava uma mancha carmim, ao invés de um pequeno ponto de sangue.

Nenhum desses sinais era particularmente alarmante ou incomum. Ainda assim, todas essas pequenas coisas acontecendo juntas chamaram a atenção de Darlene. Ela abriu a incubadora e examinou o recém-nascido. Ele fez uma careta, mas não chorou. Não havia nada específico que a enfermeira pudesse apontar de errado, mas o bebê simplesmente não se parecia com o que Darlene estava esperando.

Ela chamou o médico e pediu que começasse o tratamento com antibióticos intravenosos. Tudo que o médico possuía naquela altura era a intuição de Darlene, ainda assim ele ordenou que começassem o tratamento e que fizessem alguns exames. Quando os resultados chegaram, eles mostravam que o bebê estava com um quadro inicial de sepses, uma infecção potencialmente letal.

A infecção estava evoluindo tão rápido, que caso tivessem esperado os resultados dos exames antes de aplicar o medicamento, a criança provavelmente teria morrido. Ao invés disso, ela se recuperou totalmente.

 

Criação de Modelos Mentais

Durante o estudo, os pesquisadores começaram a perceber que casos como o relatado por Darlene não eram exceções, mas sim a regra para pessoas que conseguiam constantemente focar nas tarefas certas.

Ao que parece, todas essas pessoas possuem uma visão clara na sua mente de como as coisas devem ser ou acontecer, e com isso conseguem focar com maior precisão quando algo inesperado acontece.

No caso de Darlene, por exemplo, ela possuía uma imagem extremamente clara na sua mente de quais sinais um bebê saudável deve ter. Dessa forma, ela não precisa confiar apenas nos sinais mais óbvios, como o fato de o bebê estar se alimentando e com sinais vitais dentro do limite.

Naquele dia, quando olhou para o bebê na incubadora, seu inconsciente rapidamente percebeu que algo poderia estar errado, o que disparou seu senso de alarme.

Essa propensão a criar imagens mentais de como as coisas deveriam acontecer, ou de narrar internamente histórias do que pode ou não se suceder, é conhecido no mundo cientifico como “criação de modelos mentais”.

Todos nós criamos e dependemos de modelos mentais diariamente, independentemente de percebermos isso ou não. Todos nós contamos histórias para nós mesmos sobre como o mundo deve funcionar, e sobre como as pessoas devem tratar umas às outras, e assim por diante.

O estudo da Klein Associates mostrou que a diferença entre as pessoas com maior foco está basicamente na robustez desses modelos. Pessoas mais focadas tendem a imaginar conversas de forma mais específicas, e visionam o que farão mais tarde com maior precisão de detalhes.

Como resultado, elas conseguem escolher melhor no que focar, e o que podem simplesmente ignora.

II. A Ciência do Foco

Os 2 Tipos de Atenção

Nesse momento, é possível que você esteja se perguntando como exatamente nossos modelos mentais afetam nossa capacidade de foco, e quais outras evidências temos de que a especificidade de um modelo mental realmente afeta as tarefas que iremos focar.

Para te explicar isso, precisamos primeiro entender o funcionamento básicos dos 2 tipos diferentes de atenção no cérebro.

A primeira delas é chamada cientificamente de atenção “descendente”, ou “de cima para baixo”. Isso acontece porque ela se inicia no seu neocortex, o qual é uma porção que está anatomicamente mais acima no seu cérebro.

Esse tipo de atenção é voluntária e totalmente racional. Por exemplo, nesse exato momento, você pode decidir prestar atenção no contado que seu pé está fazendo com o chão, ou na sensação da sua língua dentro da boca.

Em contrapartida, a segunda forma de atenção é involuntária. Ela é chamada de atenção “ascendente”, ou “de baixo para cima”. Isso acontece pois ela se inicia em porções anatomicamente inferiores do cérebro, principalmente nos córtices sensoriais e no sistema reticular.

Vamos lembrar aqui que a função primária do nosso cérebro é sobreviver. Dessa forma, a todo momento nosso cérebro está vasculhando o ambiente, buscando por sinais de perigo ou por possíveis recursos que podem auxiliar nossa sobrevivência. Sempre que ele os encontra, nosso foco é “sequestrado” pelo sistema ascendente.

Por exemplo, vamos dizer que você está em uma festa, e escuta seu nome em uma conversa. Naturalmente, você passa a prestar atenção no que estão falando, já que a conversa pode ser tanto uma ameaça como também uma nova oportunidade.

O mesmo é válido para outras situações, como quando você está caminhando na rua e sente o cheiro de um café fresquinho, ou quando está querendo comprar um carro, e começa a ver sempre o mesmo modelo na rua.

 

O Sistema de Ativação Reticular

Alguma vez você já quis comprar um carro, e após decidir o modelo, você começou a notar todos os carros daquele modelo na rua? Ou talvez já quis comprar um colchão, e começou a notar várias lojas de colchões que você nunca havia reparado antes?

Pois então, nosso sistema ascendente de atenção possui a incrível capacidade de filtrar informações no ambiente, e faz isso através da ativação do nosso sistema reticular.

Basicamente, o sistema reticular é uma porção do cérebro que funciona como uma ponte entre os seus sentidos e a sua atenção consciente. Dessa forma, sempre que seus sentidos captam algo que merece sua atenção, seu sistema reticular repassa essas informações para o neocortex, de forma que você possa tomar uma decisão consciente.

Para decidir o que merece e o que não merece a sua atenção, o sistema reticular utiliza suas experiências passadas, particularmente aquelas com maior impacto emocional (positivo ou negativo).

Então, por exemplo, vamos dizer que você tem medo de aranhas. Esse medo é proveniente de alguma experiência passada, e com alto impacto emocional, onde aranhas estavam envolvidas.

Assim, sempre que você olhar para um bicho que se pareça ao menos minimamente com uma aranha, seu sistema reticular será ativado, e você focará a sua atenção no animal a sua frente.

 

Como Tudo se Encaixa?

Ao longo da sua vida, você vivenciará centenas de milhares de situações com algum impacto emocional positivo ou negativo na sua vida. Seu cérebro não memorizará cada uma dessas situações, mas você pode ter certeza de que ele não se esquecerá daquelas com maior impacto emocional.

Isso porque todas as vezes que algo emocionante acontece na sua vida, seu cérebro imediatamente procura no ambiente por algo específico que possa ter causado aquela emoção.

Do ponto de vista evolutivo, isso faz todo sentido. Por exemplo, se você come algo e começa a passar mal, então necessariamente seu cérebro precisa vincular o alimento ao mal-estar, de forma que isso não volte a acontecer. É uma questão de sobrevivência.

Então, alguma vez você já comeu alguma coisa, passou mal, e então ficou pelo menos algumas semanas sem colocar aquilo na boca? Caso afirmativo, agora você já sabe exatamente porque!

Seu cérebro possui a necessidade de vincular suas experiências a pessoas ou objetivos específicos. Quanto mais específico, mais fácil para seu cérebro realizar a conexão.

Interessantemente, esse processo não acontece apenas para situações reais. No processo de criação de vínculos emocionais, seu cérebro não consegue diferenciar algo que você vividamente imagina de algo que você realmente experimenta.

Dessa forma, se você imaginar uma situação vividamente, com uma grande diversidade de detalhes, e com grande impacto emocional, seu cérebro fará o mesmo tipo de conexão.

Esse é justamente o motivo pelo qual modelos mentais específicos e robustos funcionarem tão bem. Quanto mais específico e com maior quantidade de detalhes é um modelo mental, maiores as chances do seu cérebro criar um vínculo emocional e utilizar essa informação enquanto vasculha o ambiente a sua volta.

Assim, quando confrontado com uma situação diferente do esperado, você conseguirá focar com maior precisão no que precisa ser feito.

 

Por que Você Sempre Foca nas Tarefas Erradas?

Uma vez que agora você já sabe exatamente como seu foco funciona, e já entende a importância de criar bons modelos mentais, eu acho interessante discutirmos ainda duas armadilhas que podem estar fazendo você focar nas tarefas erradas.

Armadilha 1 – Tunelamento Cognitivo

Alguma vez, a seguinte situação já aconteceu com você?

Você acaba de acordar, e resolve verificar seus e-mails no celular. Você começa a escancear sua caixa de entrada, procurando ver se há algo importante. E então, você identifica um e-mail do seu chefe, pedindo que faça algo urgente.

Repentinamente você pula da cama e começa a fazer todas as suas tarefas correndo.  A sensação é a de que você não tem tempo para pensar ou refletir sobre o que deve fazer com cada uma das suas tarefas, e em razão disso, quando chega ao trabalho, reage a tudo que aparece na sua frente. Como consequência, você tem um dia pouco produtivo.

Se você já vivenciou uma situação ao menos parecida com essa, então você conhece o que chamamos de “tunelamento cognitivo”.

Basicamente, tunelamento cognitivo é tendência natural de nos tornarmos mais reativos quando algo surpreendente acontece, forçando nosso cérebro a passar abruptamente de um estado relaxado para apreensivo.

Isso é fruto dos milhares de anos de evolução, onde a única circunstância em que você passaria abruptamente do estado relaxado para o estado apreensivo era quando algo estava te atacando fisicamente. Dessa forma, você não tinha tempo para pensar. Pensamento reativo, nessa situação, era o seu maior aliado.

Porém, hoje em dia, o pensamento reativo nem sempre é bem-vindo. Ele pode bagunçar sua capacidade de foco, e fazer com que você tenha dias pouquíssimo produtivos.

A chave aqui, portanto, é ignorar a sensação de que você não tem tempo para refletir, e tirar sim um tempo para relaxar, acalmar a mente, e só então tomar as suas decisões.

Quer saber mais? Então leia   Ouvir Música no Trabalho pode Aumentar sua Produtividade!

 

Armadilha 2 – Você Foca Demais no que Você Não Quer

No livro “Desperte seu Gigante Interior”, Anthony Robbins descreve uma armadilha interessantíssima relacionada ao poder do foco.

Ele conta que quando estava aprendendo a pilotar carros de corrida, seu instrutor o advertiu que quando o carro começa a derrapar, a tendência natural de todas as pessoas é focar no muro que está logo a frente ou ao lado.

Isso não é bom, já que ao focar no muro, são grandes as suas chances de justamente acabar batendo. Dessa forma, é crucial que mesmo derrapando, você continue olhando para a pista e não para o muro.

Em teoria, muito fácil, não é mesmo? Já na prática, Robbins conta que instrutor precisou estender a mão e virar fisicamente a sua cabeça nas várias vezes em que o carro começava a derrapar.

O mesmo é válido para diversas situações no nosso dia a dia. Muitas vezes, focamos demais naquilo que não queremos (no muro), e em razão disso acabamos indo diretamente para ele.

A melhor opção, portanto, é definir com clareza e especificidade o que você deseja fazer no futuro, e ter alguém para te ajudar quando começar a “derrapar”. Esse é justamente o trabalho de um coach, que busca te ajudar a definir o que você deseja, e então te guia para trabalhar em tarefas que rotineiramente te levem ao que almeja.

 

Como Melhorar o Foco no Trabalho?

Agora que você já possui a base de conhecimento necessária para entender como nosso foco funciona, e já reconhece a importância dos modelos mentais nesse processo, eu acho fundamental explorarmos alguns exercícios práticos para melhorar o foco.

Peço então, que não subestime a importância que cada um desses exercícios pode ter na melhoria do seu foco. Mesmo que o exercício pareça simples, ou até mesmo bobo, tenha a certeza de que eu não o colocaria aqui se ele já não tivesse sido testado.

III. Como Melhorar o Foco?

Estratégia 1 – As 2 Listas de Warren Buffet

O primeiro exercício que eu quero recomendar para você foi descrito primeiramente no blog “Live Your Legend”, de Scott Dismore. Essa estratégia é proveniente de uma conversa que Warren Buffet (um dos mais bem-sucedidos investidores do último século) teve com seu piloto.

Dessa forma, é extremamente importante que você preste muita atenção nela. São 5 passos que podem mudar radicalmente a sua vida!

Passo 1 – Defina o que você quer

Escreva uma lista de quais são suas 25 maiores metas ou prioridades para os próximos anos, ou até mesmo para sua vida.

Dica: escreva tudo que vier na sua cabeça e que é importante para você!

Passo 2 – Reflita sobre as 5 maiores

Circule na sua lista quais são suas 5 metas mais importantes. Essa será uma das tarefas mais difíceis, já que tudo que consta nessa lista deve ser extremamente importante para você.

Ainda assim, eu insisto que você escolha apenas cinco. Procure comparar as prioridades individualmente, comparando inicialmente a primeira com a segunda, em seguida a vencedora com a terceira e assim sucessivamente.

Dica: nesse passo, pense e liste aquelas 5 metas que desejar alcançar acima de tudo e nos próximos anos.

Passo 3 – Estabeleça um plano de ação

Defina quais são os passos iniciais para fazer com que você trabalhe nas suas 5 maiores prioridades.  Não precisa passar muito tempo listando tudo o que precisará ser feito. Foque no que pode ser feito logo, até mesmo hoje se possível.

ATENÇÃO: Caso você ainda não tenha feito sua lista de prioridades e refletido sobre quais são as 5 maiores dentre elas, pare agora e defina sua lista antes de seguir para o passo 4.

Passo 4 – Case com suas prioridades

Agora você terminou de definir quais são suas prioridades, e já possui um plano de como começar sua jornada! Você terá então duas listas, as quais chamaremos de lista A e lista B. A lista A possui as 5 metas que foram escolhidas no Passo 2, enquanto que a lista B possui as demais 20 metas não selecionadas.

A lista A será usada para no seu progresso, enquanto que a lista B possui outra grande serventia. A lista B é também denominada de lista “Evite a todo custo”. É nessa lista que estão presentes suas maiores “distrações”, ou seja, suas outras metas que no momento não são sua prioridade.

Essas 20 metas descritas por você, só devem ser trabalhadas após a conclusão/alcance das 5 metas descritas na lista A.

Passo 5 – Conheça sua lista “Evite a todo custo” e mantenha-se com ela

Por acaso o passo 4 te assustou? Como é para você ver todas as suas outras metas e prioridades serem chamadas de “distrações”?

Embora possa parecer difícil à primeira vista, a verdade é que se temos 25 prioridades, acabamos não tendo prioridade alguma. É justamente esse tipo de comportamento, onde queremos ter tudo ao mesmo tempo, que evita com que façamos as grandes conquistas acontecerem.

Por que Utilizar as 2 Listas de Warren Buffet?

Nosso foco é determinado pela robustez de nossos modelos mentais. Agora você já sabe disso, não é mesmo?!

O que talvez você não saiba ainda, é que dentro de um modelo mental, tão importante quanto definir especificamente o que você deseja, é você também definir com detalhes quais são os fatores que podem evitar que você alcance seu objetivo.

Esse é justamente o motivo de utilizarmos as 2 listas de Warren Buffet. Com elas, temos a possibilidade de selecionar exatamente os projetos que trabalharemos nos próximos anos, e conseguirmos visualizar quais exatamente são os projetos que estarão competindo com eles, podendo nos distrair ao longo do caminho.

Lembre-se que a maneira mais fácil de melhorar sua vida é eliminar suas distrações. Infelizmente, as distrações mais perigosas são aquelas que você ama!

 

Estratégia 2 – Estabelecimento de Metas

Neste momento, é possível que você já tenha percebido a importância que o estabelecimento de boas metas possui para melhorarmos nosso foco.

Caso nunca tenha notado, toda e qualquer metodologia de criação e estabelecimento de metas visa ao menos começar a criação de algum modelo mental específico sobre o que você deseja para o seu futuro.

Nesse artigo, meu intuito não é discutir esses diferentes métodos para criação de metas, mas te fornecer um processo para internalização delas, o que é extremamente poderoso.

Internalização de Metas

O exercício aqui é o seguinte: Sente-se confortavelmente e feche seus olhos. Em seguida, imagine-se lentamente flutuando até seu futuro, até o exato momento em que conquista o seu objetivo ou sua meta.

Incorpore esse momento, e veja detalhadamente o que está a sua volta. Onde você está? Quem está com você? Que dia é esse?

Escute os barulhos que te cercam e perceba quais são os pensamentos que estão passando na sua cabeça. O que você gosta nesse ambiente e o que você não gosta? Existe algum malefício de alcançar esse seu objetivo?

Pare de julgar os pensamentos que passam pela sua cabeça. Escute-os e dê atenção a todos eles. Esse é o seu inconsciente se comunicando, e te falando porque você ainda não alcançou o que está buscando.

Se algum pensamento ou problema aparecer para você nesse momento, é melhor que pense sobre como irá resolvê-lo.

Por que internalizar as suas metas?

O princípio aqui é muito simples: seu inconsciente, a parte do seu cérebro responsável pelos seus hábitos e outros comportamentos automáticos, pode agir de duas formas.

Ele pode agir como um “elástico”, que te puxa para o ponto de partida do seu objetivo, ou pode funcionar como um “trampolim”, que te ajuda a dar saltos cada vez mais altos rumo ao que deseja.

O que define se o seu inconsciente funcionará como um elástico ou um trampolim é o quão disposto você está a ouvi-lo e parar de ignorá-lo.

Quando você “flutua” até o seu futuro, e começa a criar um modelo mental do que você quer para o seu futuro, é possível que seu inconsciente comece a te dar informações sobre quais critérios podem atrapalhar o seu plano.

Dessa forma, de maneira similar às 2 listas de Warren Buffet, você acaba definindo com nitidez exatamente o que você deseja, e quais são as distrações ou empecilhos que podem evitar que você chegue lá.

 

Estratégia 3 – Visualização Diária

Por último, como a terceira estratégia para melhoramento do foco, temos as chamadas “visualizações diárias”.

Esse é um exercício extremamente simples, que você possivelmente já utiliza ao menos em parte na sua rotina.

A tarefa aqui consiste em você tirar 5 ou 10 minutos no início do seu dia, para imaginar com a maior quantidade de detalhes possível, o que você fará ao longo do dia.

Dessa forma, por exemplo, vamos dizer que você deseja tirar 10 minutos enquanto está no ônibus ou no metrô, indo para o trabalho. Você começa se imaginando descendo do ônibus, e indo até seu local de trabalho. Você imagina exatamente quais pessoas você espera encontrar e qual exatamente será sua primeira tarefa que fará ao chegar.

Você então segue imaginando o que espera encontrar ao longo do dia, e como você responderá a cada demanda que te fizerem. Você imagina um horário mais propício para abrir sua caixa de e-mails, e para conferir suas redes sociais. Você procura colocar a maior quantidade de detalhes aqui, de forma que seu cérebro consiga focar exatamente naquilo que precisa.

Obviamente, é esperado que seu dia não corra exatamente como o imaginado. A finalidade do exercício não é que você consiga planejar todo seu dia, como se interrupções ou distrações não fossem ocorrer. O intuito aqui, é fazer com que você consiga prever o que seria ideal, de forma que ao longo do dia seu cérebro busque se aproximar o máximo possível disso.

Ou seja, você pode não ter um dia perfeito, mas isso não significa que o exercício falhou. O êxito da estratégia ocorre no momento em que você se torna mais consciente sobre quais as tarefas que realmente merecem sua atenção.

 

Como Manter o Foco nos seus Objetivos

Em seu livro, Anthony Robbins descreve ainda outra excelente analogia, importantíssima para entendermos como manter o foco nos nossos objetivos.

Ele conta que há alguns anos, ele havia recém comprado um piano, e chamou um especialista para afiná-lo. O afinador trabalhou por horas a fio, fazendo o seu melhor para deixar cada uma das cordas do piano com a quantidade de tensão exata para cada nota musical.

Ao terminar o trabalho, Robbins perguntou quanto ele estava lhe devendo.

“Não se preocupe”, respondeu o especialista. “Eu vou deixar a conta na próxima visita”.

“Próxima visita? O que isso significa?”, perguntou Robbins.

“Eu voltarei amanhã, e então na próxima semana e mais uma vez no próximo mês. Então, retornarei a cada três meses até o final do ano”.

Robbins surpreso respondeu “Do que você está falando? Você já não fez os ajustes necessários no piano? Ele já não está afinado apropriadamente? ”

Então, o afinador concluiu “Sim, mas essas cordas são fortes. Para mantê-las no nível perfeito de tensão, precisamos condicioná-las a permanecerem nesse nível. Eu preciso voltar e afinar novamente cada uma delas rotineiramente, até que elas estejam treinadas para permanecerem nesse nível”.

Na minha opinião, essa é uma analogia que se relaciona perfeitamente com a maneira com que nossa mente funciona.

Ao longo dos anos, sua mente foi treinada para focar em tarefas ou objetivos pouco produtivos.  Para mudar isso, você precisa condicionar rotineiramente o seu cérebro a pensar de forma diferente.

A melhor maneira que eu conheço de fazer isso é agendando a realização dos exercícios descritos acima. Não deixe ao acaso. Saber que os exercícios descritos existem não mudam nada a sua realidade.

Apenas através da repetição sucessiva dessas estratégias é que você “afina” a sua mente a tocar as “notas musicais” corretas, nos momentos que mais precisa.

 

Onde Encontrar Mais Informações?

Existem diversos materiais de altíssima qualidade disponíveis online gratuitamente para melhorar seu foco e atenção. Dentre eles, 2 que ganham destaque são:

Além disso, alguns livros que não posso deixar de citar são:

 

Cursos e Treinamentos

Se você estiver realmente comprometido a melhorar essa sua capacidade de foco, existem ainda diferentes cursos e treinamentos pagos disponíveis no Brasil, voltados justamente ao desenvolvimento e manutenção do foco. Dessa forma, vou listar aqui apenas os 2 cursos que eu mais gosto.

Curso #1 – O Poder do Foco – Paulo Viera

Esse curso fala justamente do que estamos discutindo aqui. Ao longo do curso, você encontrará módulos específicos falando sobre a criação de modelos mentais positivos para o seu futuro, como direcionar seu foco através de perguntas, e como redirecionar seu foco durante situações desconfortáveis, como quando foi rejeitado ou quando está frustrado.

Curso #2 – Os Segredos da Alta Performance – Evandro Mazuco

Esse é um programa mais geral de Produtividade Pessoal, mas que também possui muito do que discutimos aqui. Nele, você aprende como lidar com o chamado “jogo interno” da alta performance, e aprende como aumentar seu foco livrando-se das distrações e outros sugadores de tempo.

Vale a pena conferir!

 

IV. Considerações Finais

A melhor maneira de melhorar o foco e atenção é trazer isso como uma responsabilidade diária e indispensável no trabalho e na vida pessoal.

Apenas através da criação de modelos mentais mais robustos diariamente é que nosso cérebro aprende o que realmente merece a nossa atenção, e o que pode ignorar sem medo. Portanto, não deixe para depois! Programe ao menos 5 minutos no seu dia para visionar o que deve ser feito, e comece já a colher melhores resultados.

 

Referências

Livros:

Vídeos:

Artigos:

About Leonardo Puchetti Polak

Especialista em Produtividade Pessoal, apaixonado por alta performance, tecnologia e neurociência.

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