Meditação: A melhor Técnica Cognitiva para ampliar seu Desenvolvimento Pessoal

Como todo bom empreendedor sabe, a única maneira de criarmos nosso próprio negócio e o estilo de vida que queremos é através do desenvolvimento pessoal. O momento que paramos de evoluir, é também o momento que nosso negócio começa a encolher. E qual a melhor técnica para um desenvolvimento cognitivo contínuo? Isso mesmo, meditar!

O cérebro é um instrumento fantástico. Você provavelmente já ouviu histórias sobre a incrível capacidade de memória que possuímos, ou até mesmo sobre a espantosa rapidez com que nosso cérebro consegue processar informações. Nos últimos 25 anos, o advento de tecnologias que nos permitem visualizar a atividade e o desenvolvimento de diferentes regiões no cérebro, permitiram aos cientistas investigar os reais benefícios que diferentes técnicas possuem sobre nosso desenvolvimento cognitivo. A técnica que mais ganhou notoriedade nesse ramo já é praticada a milênios no oriente, mas só agora está entrando na vida de nós ocidentais. Vamos então falar sobre como a ciência entende hoje a meditação.

 

O que é meditação?

Bom, antes de buscarmos entender o que é meditação, e a visão que temos dela hoje em dia, precisamos deixar de lado alguns conceitos equivocados, que podem atrapalhar nosso entendimento.

Em primeiro lugar, meditação não está necessariamente vinculada a religião, ou espiritualidade. Embora a maior parte das pessoas que acabam procurando a meditação tenham algum motivo espiritual, isso não é um pré-requisito para a prática, e a nenhum momento você precisa recorrer ou acreditar em seres celestiais para praticar ou colher os benefícios dessa prática.

Em segundo lugar, muitas pessoas, principalmente após praticarem uma ou duas vezes, chegam a conclusão que não conseguem meditar, pois não conseguem parar seus pensamentos. Bom, esse também não é o objetivo da meditação. A verdade é que se você tem uma mente, e se você está vivo, sua mente vai vaguear e pensamentos vão aparecer constantemente. Sua mente é responsável por prestar atenção nas suas dores, distrações, desejos, fantasias e memórias. Sua mente faz todas essas coisas e está ativa a todo instante. O objetivo da meditação não é parar os pensamentos, mas sim ganhar consciência do que está acontecendo com você no momento presente.

Dito isso, meditação é uma prática, ou um exercício, onde você presta atenção ao momento presente, de uma maneira específica. Como qualquer prática, seus benefícios apenas surgem gradualmente, sendo esses efeitos otimizados quando praticamos meditação com um senso de curiosidade e sem julgamento. Todos os tipos clássicos de meditação (samatha, vipassana, metta) trabalham com um objeto inicial para focar a atenção, ou seja, trabalham com uma “âncora”, que busca estabilizar a mente quando essa começa a divagar. Essa “âncora” pode ser física, como a chama de uma vela, ou um som (uma nota musical), pode ser um pensamento (um sentimento ou uma visualização), ou pode ser um ritmo, como sentir a respiração. Independentemente do tipo de meditação escolhido, os benefícios são diversos, sendo uma das melhores práticas que podemos ter para nosso desenvolvimento intelectual.

 

Por que meditar? Os benefícios científicos da meditação

Até pouco tempo atrás, pouco sabíamos sobre os benefícios que a meditação pode trazer para nosso desenvolvimento pessoal e profissional. Contudo, nos últimos anos um grande corpo de evidências foi criado cobrindo os mais diversos benefícios que a meditação possui sobre nosso corpo e mente. Eu escolhi 5 dos benefícios que acho mais úteis para produtividade pessoal, contudo podem ser encontrados artigos que vinculam a meditação aos mais variados benefícios, desde redução na sensibilidade a dor, até aumento na geração de ideias.

 

1. Diminuição do estresse:

Iniciando por um dos maiores benefícios físicos decorrentes da meditação, pesquisadores do Instituto Médico de New Deli demonstraram em 2011 que participantes que nunca haviam meditado, ao meditar por 20 minutos tiveram seus níveis de estresse significativamente reduzidos. Em outro estudo feito com profissionais da saúde, os participantes que praticaram meditação 1 vez por semana, durante 8 semanas, tiveram seus níveis de estresse reduzidos, além de melhoras na qualidade de vida e marcadores de auto-compaixão.

 

2. Aumento da capacidade de foco e atenção:

Em um estudo publicado em 2012, pesquisadores da Universidade de Washington constataram que a prática de meditação uma vez por semana, por 8 semanas, faz com que os participantes desenvolvam a capacidade de ficarem mais tempo concentrados no seu trabalho, alterem menos entre tarefas e desenvolvam menos emoções negativas quanto às funções realizadas. Além disso, outro estudo aponta que a meditação é capaz de aumentar a capacidade de sustentar a atenção nas tarefas feitas.

 

3. Melhor processamento de informações:

Ainda em 2012, evidências foram encontradas de que meditadores de longa data possuem maiores quantidades de “girificação” (dobras no córtex cerebral), as quais estão envolvidos no processamento mais rápido de informações. Esses indícios favorecem a teoria da plasticidade cerebral, onde o cérebro é capaz de se adaptar conforme as nossas práticas e mudanças que ocorrem no ambiente.

4. Redução do declínio cognitivo decorrente do envelhecimento:

Por muito tempo acreditou-se que todos nós estamos fadados ao declínio cognitivo decorrente do processo de envelhecimento. Esse processo pode ser visto, por exemplo, no aumento do tempo de resposta que motoristas vivenciam com o passar dos anos. Quando ficamos mais velhos, naturalmente nosso tempo de resposta ao ambiente fica mais lento, contudo, esse tipo de problema não ocorre em meditadores de longa data, fornecendo evidência de que a meditação também pode ter um papel neuroprotetor no nosso organismo.

 

5. Maior estabilidade emocional

Outro profundo benefício da meditação está no desenvolvimento de maior resiliência e estabilidade emocional. Conforme este estudo, praticantes de meditação de longa data possuem maior densidade de matéria cinzenta em regiões vinculadas a controle emocional e memória. Em outro estudo, praticantes de meditação mostram maiores sinais de empatia, vinculando assim a meditação ao desenvolvimento de inteligência emocional.

 

 

Como meditar

Diferente do que muitas pessoas pensam, não existem posições certas ou erradas para meditar. O que existe são posições mais aconselhadas, dependendo da prática que está sendo desenvolvida.

Enquanto que alguns tipos particulares de meditação são feitos caminhando, ou até mesmo dançando, a maior parte das meditações é feita em posições estáticas, seja sentado ou deitado. A posição de flor de Lótus, a qual é comumente vinculada a meditação, não é muito confortável para iniciantes, sendo que nesse caso é recomendado que se sente em uma cadeira ou almofada. É também recomendado que a coluna permaneça ereta, sem que o pescoço fique rígido, permitindo assim melhor oxigenação do cérebro. Os olhos podem ficar fechados ou levemente abertos, sendo que nesse último caso, você pode focar em um ponto que se encontra logo a sua frente.

Como comentado anteriormente, todos os tipos clássicos de meditação utilizam uma “âncora” para direcionamento do foco durante todo o processo de meditação. Os benefícios que temos ao meditar dependem do tipo de meditação que escolhemos, entretanto, todos os tipos de meditação trazem grandes benefícios.

Existem 3 meditações “clássicas”, assim chamadas porque são as mais comuns. São eles samatha, metta e vipassana. Cada uma delas possui uma “âncora” diferente.

Samatha: Prática voltada a “acalmar a mente”, e desenvolver o foco. Aqui são escolhidas como âncoras um único ponto de atenção. Por exemplo, você pode escolher uma nota musical, ou a chama de uma vela, ou a sensação do ar entrando e saindo das suas narinas, ou o seu abdômen se expandindo e se contraindo.

Metta: Prática voltada ao desenvolvimento de empatia, onde escolhemos como âncora alguns sentimentos, os quais permanecemos desejando a nós mesmos e para outras pessoas. São utilizadas frases como “Que você seja feliz, que você tenha saúde, que você esteja seguro e que você esteja em paz”. Durante a meditação, você permanece desejando a você e a outras pessoas esses sentimentos, contribuindo assim para o desenvolvimento de sentimentos de compaixão. Dessa forma, como benefícios dessa prática se destacam o desenvolvimento de estabilidade e inteligência emocional.

Vipassana: Prática voltada à impermanência e ao desenvolvimento de insights. Nessa prática, comumente escolhemos como âncora diferentes pontos de atenção que são subsequentes. Por exemplo, podemos escolher a mente, e então focar nossa atenção em qual sentimento está passando por nossa cabeça. No momento seguinte, buscamos não nos apegar a esse pensamento, e deixamos que nossa cabeça divague para outro pensamento. Os pensamentos são como nuvens que passam no céu, sendo nosso papel apenas ficar observando. Como outro exemplo, quando escolhemos o corpo, podemos alternar nossa atenção por diferentes partes do corpo, percebendo se cada parte está relaxada ou contraída, se está coçando ou talvez dolorida. Podemos também escolher uma música calma ou outro som, como o barulho das ondas, e ficarmos concentrado na impermanência do som.

Não existe a necessidade de ficar restrito a um tipo de meditação. Caso prefira, você pode fazer 5 minutos de cada uma delas por dia. Em contrapartida, você pode preferir praticar 20 minutos de Samatha todos os dias para melhor desenvolver atenção. Independentemente do que você escolha, o importante é que entenda que todas elas possuem imensos benefícios.

Caso nunca tenha meditado e queira começar, recomendo que inicie com Samatha, focando por 7-10 minutos a sua atenção na respiração. Lembre-se que o objetivo não é parar a corrente de pensamentos, mas sim voltar a atenção para a respiração todas as vezes que perceber que está vagueando. No início, esses 7-10 minutos podem parecer muito tempo, e você deve considerar-se vitorioso caso consiga voltar-se para respiração mesmo que uma única vez durante esse período. Com a prática, você conseguirá aumentar o número de vezes que percebe sua mente divagando, e conseguirá aumentar gradativamente o seu tempo de meditação.

 

Meditação no Futuro

A cada ano, novos artigos relatam mais e mais os benefícios provenientes da prática da meditação. Nos anos 50, se você falasse para alguém que saiu correr, provavelmente perguntariam quem estava te perseguindo. Mas da mesma forma que a prática do exercício físico chegou aos consultórios médicos como uma recomendação obrigatória, no futuro a meditação também será uma das práticas mais difundidas para o bem-estar da mente e do corpo. Espere e verá!

“A meditação é a descoberta de que o sentido da vida é sempre chegar no momento imediato. ” – Alan Watts

 

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